Varejo brasileiro registra alta de 0,5% nas vendas em junho, superando projeções

As vendas do comércio varejista brasileiro registraram crescimento de 0,5% em junho de 2026, na comparação com maio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a junho do ano passado, o avanço foi de 2,9%.

O resultado veio acima das projeções do mercado. Segundo levantamento da Reuters, a expectativa era de crescimento de 0,3% na comparação mensal e de 2,35% no confronto anual.

Apesar do desempenho positivo do varejo restrito, o comércio varejista ampliado apresentou retração de 1,0% em junho frente ao mês anterior. O indicador reúne, além das atividades do varejo tradicional, os segmentos de veículos, motos, peças e acessórios, materiais de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo.

Com o resultado de junho, a média móvel trimestral do varejo ampliado recuou 0,7% no trimestre encerrado no mês, após queda de 0,4% registrada no período terminado em maio.

Setores que contribuíram para o avanço

A expansão de 0,5% do varejo entre maio e junho foi marcada por um equilíbrio entre os segmentos que apresentaram crescimento e aqueles que registraram retração.

Entre os destaques positivos, Outros artigos de uso pessoal e doméstico teve a maior alta, de 2,4%. Na sequência apareceram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com crescimento de 1,1%.

Também apresentaram desempenho positivo os segmentos de móveis e eletrodomésticos, que avançaram 0,4%, e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com alta de 0,2%.

Por outro lado, algumas atividades registraram quedas expressivas. Livros, jornais, revistas e papelaria tiveram retração de 9,9%, enquanto tecidos, vestuário e calçados recuaram 2,6%.

As vendas de combustíveis e lubrificantes diminuíram 1,7%, e o segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação apresentou queda de 1,3%.

Varejo ampliado tem desempenho negativo

Entre as atividades que compõem o varejo ampliado, as vendas de veículos, motos, partes e peças caíram 1,5% em junho. Já o segmento de material de construção registrou uma retração ainda maior, de 3,5%.

O resultado mostra que, embora o varejo tradicional tenha conseguido avançar no mês e superar as estimativas dos analistas, segmentos ligados a veículos e construção enfrentaram maior pressão no período.

Os dados do IBGE indicam, portanto, um cenário de crescimento moderado do consumo no varejo brasileiro, mas com comportamentos distintos entre os setores da economia.

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